O Hospedeiro

 

A resistência do hospedeiro tem uma importância fundamental no desenvolvimento do processo infeccioso. A resistência pode ser adquirida, por meio de vacinas ou do contatto sistemático com determinado agente patogênico.

Considerando, agora, o caso específico do ser humano em contato com o meio aquático:
*O banhista (em alguns casos também o não banhista) está sujeito às três formas de contágio: a inalação (ao aspirar vapores de piscinas aquecidas ou spas em ambientes fechados, formando aerossóis contendo microorganismos); a ingestão (quando o banhista engole porções de água na prática da natação ou mergulha na massa de água) e a injeção (quando o microorganismo atinge o aparelho circulatório por meio de epiderme).

* A questão da resistência do usuário a determinadas doenças é fator importante na análise de risco. Pessoas saudáveis são mnos suscetíveis a adquirir doenças do que crianças, idosos ou pessoas imunodeprimidas.

* Além disso, a falta de manutenção adequada de piscinas, que garantiria a circulação da água e teores adequados de cloro livre residual, permite condições favoráveis para a proliferação de insetos, principalmente mosquitos do gênero Culex e Aedes, que encontram na coleção hídrica, local favorável para deposição de seus ovos, dependendo da qualidade da água.

Basta clorar a água?

Muitas pessoas acreditam que a simples adição de cloro ao tanque de água garante a sua segurança do ponto de vista microbiológico. Não é bem assim. O cloro adicionado, para ser eficaz, precisa estar na forma de cloro livre, em determinada faixa de pH; para ser eficiente, precisa estar presente, o tempo todo, nos níveis ideais e em todos os pontos da piscina. Para isso, ele precisa contar com sistema hidráulico eficiente que garanta sua distribuição rápida por toda a massa de água. Além disso, é preciso haver filtração eficaz e freqüente para manter a água livre de sedimentos e dentro de determinados padrões de turbidez e procedimentos específicos para remoção freqüente de matéria orgânica, controle do pH e de outros parâmetros físico-químicos, os quais, se não controlados, podem comprometer a eficiência desinfetante do residual de cloro. Além disso, os próprios usuários precisam observar hábitos de higiene que impeçam o agravamento da poluição da água e contribuam para a dissipação do residual de cloro livre.
Infelizmente, nem sempre estas regras básicas são obedecidas e o resulatado costuma ser desastroso para aqueles que procuraram no esporte aquatico ou simples lazer uma forma saudável de vida.