Um estudo da Escola de Economia de Londres, do Instituto Karolinska (Suécia) e da Universidade do Estado de Nova York, afirmou, recentemente, que as autoridades públicas não fazem o necessário para o tratamento à pressão sanguínea alta, mais conhecida como Hipertensão Arterial Sistêmica ( HAS) ou Pressão Alta.
Segundo os especialistas das instituições internacionais, o número de hipertensos em países em desenvolvimento, como o Brasil, podeaumentar 80% até 2025. A Dra. Luciana Santos Souza, cardiologista do Lavoisier da América (DASA), acredita que o estilo de vida sedentário e agitado e o alto consumo de cigarro e de álcool são fatores que podem contribuir de forma considerável para o aumento de casos de hipertensão.
Mais comum em idosos (acima de 65 anos), obesos, diabéticos, negros e sedentários e ainda em subgrupos como gestantes e crianças, a Hipertensão Arterial não possui uma causa específica ou isolada, mas estudos têm mostrado que apesar de alguns casos contarem com hereditariedade, a maioria ainda é decorrente de fatores ambientais, como aumento da ingestão de sal, obesidade, ingestão excessiva de álcool e hábito de fumar, que isoladamente não são suficientes, mas quando sinérgicos têm um potencial inquestionável para aumentar a pressão arterial de uma pessoa.
A HAS é uma doença crônica degenerativa, definida pela conferência de pelo menos três leituras de pressão, realizadas em intervalo de uma semana, iguais ou superiores a 140X90 mmHg (ou 14 por 9). "As sociedades de Cardiologia Americana, Brasileira e Européia têm recomendado parâmetros de definição (incluindo as condições para coleta de dados) e adotado a classificação de pacientes em pré-hipertensos e hipertensos e de distinção de gravidade entre valores encontrados e a presença de outras doenças em associação", afirma a cardiologista.
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