FORÇA E PESSOAS IDOSAS


PRIMEIROS RESULTADOS
de Federica Monticelli

O Centro de Estudos das Atividades Motoras (C.S.A.M.) da Fundação ´Salvatore Maugeri` (F.S.M. Clínica do Trabalho e da Reabilitação) de Pavia (Itália), junto com o Instituto de Tecnologias Biomédicas Avançadas do Centro Nacional de Pesquisas (C.N.R.) na Itália e o Centro de Estudos e Pesquisas Technogym estão desenvolvendo um projeto para estudar os efeitos do treino nas pessoas idosas.

        Este projeto, coordenado pelo doutor Marco Narici do CNR e pelo doutor Paolo Capodaglio da F.S.M, e dirigido operacionalmente pelos doutores Gil Scaglioni e Alessandra Ferri da Universidade de Borgonha, UFR-STAPS (Dijon, França) visa enriquecer os conhecimentos a respeito dos efeitos e da ´posologia`do exercício físico praticado por pessoas idosas, e estudar os efeitos do treino e do esforço com avaliações integradas funcionais e estruturais, que venham a fornecer um perfil completo da adaptação e dos benefícios físicos e psíquicos trazidos pelo aumento da capacidade muscular. Enfoque especial é dado à maneira em que os efeitos do treino podem vir a melhorar concretamente a qualidade de vida da pessoa.
      O projeto ainda não terminou, mas a equipe científica já divulgou alguns dos resultados:

  • Carga máxima
    Após os primeiros quarenta e cinco dias de treino foi possível constatar um aumento significativo da carga máxima subjetiva (1RM) relativo à cada aparelho.
  • Momento máximo isocinético
    Após o primeiro mês de treino, foi atingido um incremento do momentom da foprça (torque) dos músculos de extensão do joelho de 7,9% e 12% nas velocidades angulares, de 60º / Seg. e 240º / Seg. respectivamente.
  • Debate
    Cabe ressaltar que somente após qutro semanas de treino houve um grande melhoramento da carga máxima subjetiva relativa à cada máquina isotônica utilizada. O treino continua, portanto os dados à disposição ainda não estão completos, mas já mostram uma evolução muito positiva da performance física da pessoa de idade como resposta ao treino e ao esforço.

      Agradeçemos a colaboração do laboratório CSAM, Fundação Salvatore Maugeri, Pavia.

Outras descobertas significativas


O exercício físico como antidepressivo

N.A. Singh, K.M. Clements, M.A. Fiatarone, A Randomized Controlled Trial of Progressive Resistance Training in Depressed Elders. the Gerontological Society of America.1997 Uma experimentação randomizada e controlada do treinamento de resistência progressiva nos idosos deprimidos).
Essa pesquisa verificou a hipótese de que o treinamento de resistência progressivo pudesse reduzir a depressão, melhorando o moral, a funcionalidade, a capacidade física, a qualidade de vida e a autonomia em sujeitos idosos deprimidos. Nesse estudo clínico, que abrange um período de 10 semanas e observa 32 indivíduos com 71 anos de idade média, os sujeitos foram submetidos a exercícios físicos equivalentes a 80% de 1 RM em cinco equipamentos. Ou seja, foram aplicadas, sob controle, três séries e 8 repetições, além do alongamento 3 vezes por semana. Em mais da metade dos sujeitos, a depressão diminuiu 50% e, depois de 10 semanas, 14 entre 16 sujeitos já não demostravam mais sinais de depressão. A correlação positiva entre intensidade e redução da depressão indica que os mecanismos fisiológicos e psicológicos contribuíram para a melhora da patologia.


Prevenção do derrame cerebral

J.E. Manson et al. Exercise and Risk of Stroke in Male Physicians. Stroke, 1999; 30:1-6. (Atividade física e risco de derrame cerebral entre os médicos de sexo masculino).
Através desse estudo, chegou-se à conclusão que o risco de derrame em homens que suam durante a atividade física diminui. No início do estudo,21.823 participantes entre 40 e 84 anos de idade, disseram praticar atividade física intensa o suficiente para provocar suor. O risco de derrame reduz-se 26% entre os homens mais ativos, em relação aos menos ativos.

Equilíbrio e prevenção de quedas

P.P. Perrin et al. Effects of Physical and Sporting Activies on Balance Control in Elderly People. British Journal of Sports Medicine, 1999; 33:131-126. (Efeitos da atividade física e esportiva no controle do equuilíbrio no idoso).
A atividade física neutraliza os distúrbios do equilíbrio causados pela idade e reduz de quedas? É útil iniciar a praticar atividade física numa fase avançada da vida? O estudo respondeu de modo interessante tais perguntas. Os participantes foram submetidos a uma série de testes relativos ao equilíbrio a fim de examinar o ondeamento do corpo. Em geral, os participantes que praticavam atividade física numa fase avançada da vida? O estudo respondeu de modo interessante tais perguntas. Os participantes foram submetidos a uma série de testes relativos ao equilíbrio a fim de examinar o ondeamento do corpo. Em geral, os participantes que praticavam atividade física obtiveram melhores resultados. É interessante notar que os sujeitos que tinham praticado atividade física na juventude, tendo-a interrompido para retomá-la 30 anos mais tarde, obtiveram resultados similares aos resultados dos participantes que nunca tinham suspendido a prática da atividade física.

É possível conservar a massa muscular

W. J. Evans and D. Cyr- Campbell, Nutrition, Exercise and Healthy Aging, Journal of the American Dietetic Association, gigno 1997; 97 (6). (Nutrição, atividade física e envelhecimento saudável).
Essa resenha de 44 estudos sobre a perda de massa muscular causada pela idade demostrou que o treinamento de resitência dos grandes grupos musculares e uma dieta protéica adequada melhoram a massa muscular e a funcionalidade, preservando a capacidade de praticar atividade aeróbica regular.

Prevenção da Invalidez

M. C. Morey, C. F. Pieper, J. Cornoi-Huntley,Physical Fitness and Functional Limitations in Community-Dwelling Older Adults.Medicine and Science in Sports ad Exercise, maggio 1999; 30(5). (Forma física e limites funcionais em idosos que residem em asilos para anciões).Os pesquisadores estabeleceram e avaliaram a relação existente entre composição do corpo, densidade óssea, flexibilidade, capacidade cardiorrespiratória e força com limites funcionais em pessoas idosas. Todos os componentes eram direta e significativamente relacionados com os limites funcionais, independentemente da doença e de seus sintomas.