Exercício para mulheres


Exercício para mulheres:
Quanto é suficiente?
JoAnn E. Manson*

    Todos sabem que o exercício é bom para a saúde, mas a dúvida é: quanto e com que intensidade devemos pratica-lo? O veredito é urgente, principalmente, para as mulheres, que têm que equilibrar os riscos e os benefícios de diferentes formas de exercício. Suas dúvidas - o quanto é suficiente? A intensidade alta é melhor do que a baixa? Pode haverexcesso de uma coisa boa? - não foram todas respondida. Mas estudos recentes sugerem que a resposta para essas perguntas é: exercícios freqüentes de intensidade moderada.
    Há muito, sabemos que o exercício reduz o risco de morte causada por fatores como: doenças do coração, derrame, obesidade, diabetes em idade alta, osteoporose e certas formas de câncer (principalmente de cólon e de mama). Estudos metabólicos demonstram que o exercício também reduz vários fatores de risco vascular,, tais como: pressão sanguínea, níveis de lipídio, tolerância à glicose, sensibilidade à insulina e coagulação sangüínea. Além disso, a prática regular de exercício físico desempenha um importante papel no fortalecimento da função de imunidade e redução do estresse.
    Então, com que freqüência e intensidade devemos nos exercitar? Linhas de conduta federais atuais do Centers for Disease Control (CDC) e do American College of Sports Medicine (ACSM) sugerem que a resposta seria mais freqüência e menos intensidade.
    A ACMS costumava prescrever exercícios vigorosos de resistência por pelo menos, 20 minutos, três ou mais vezes por semana. Agora, a sua orientação é de que se faça pelo menos 30 minutos de atividade física de intensidade moderada na maioria dos dias da semana. - um nível que pode ser atingido pela maior parte dos americanos. A atividade de intensidade moderada, como caminhar rapidamente, pode previnir problemas de coração e outras doenças crônicas, o que é particularmente importante para mulheres, dentre as quais essa forma de exercício é a mais comum.
    O lowa Women´s Health Study informou, recentemente, que tanto a atividade moderada, quanto a vigorosa, protegem as mulheres contra a morte prematura. Dentre as que foram estudadas, as mulheres sedentárias tinham o risco mais elevado de morte prematura; as que começaram a fazer atividades físicas de intensidade moderada uma vez por semana, de duas a quatro vezes por semana e quatro vezes por semana reduziram a mortalidade em 24%, 30% e 38%, respectivamente. Mulheres que começaram a fazer exercícios vigorosos obtiveram reduçaõ de riscos similares (11%, 26% e 43%, respectivamente).
    Nossa própria pesquisa no Brigham and Women´s Hospital, envolveu 73.029 participantes.